Portugal é uma referência incontornável do Futebol Mundial.

Julgo que nāo podem haver grandes dúvidas sobre esta afirmaçāo.

Mesmo tendo alguma dificuldade em demarcar uma Cultura de Jogo especîfica, essa talvez também seja uma Força que nenhuma outra Naçāo tenha igual – a de ser capaz de se adaptar e ter resultados, acima de qualquer Dogma.

No entanto, até agora, a influência era quase exclusiva de atletas e treinadores.

“(…) os erros do passado estāo a ser alvo de observaçāo, análise e reflexāo por parte dos novos intervenientes do Jogo, nomeadamente dos atletas e dos treinadores.”

Talvez, tenhamos em Antero Henrique e Luís Campos os maiores embaixadores de sempre na Direçāo Desportiva, o último inclusive com um passado (de menor impacto e sucesso) ligado ao Treino Desportivo. 

Mais recentemente, Mário Branco, Tiago Pinto e Pedro Alves tiveram as suas carreiras serem reconhecidas nacional e/ou internacionalmente, dando a entender uma tendência de uma carreira até agora menos conhecida para quem está fora dos domínios do Jogo ou, diria ainda, de menor relevância, para nāo dizer importância – o Director Desportivo.

Num Mundo em constante desenvolvimento e tendencialmente mais complexo, pela natureza do desenvolvimento e integraçāo de tantas Ciências em redor do Jogo, a importância de ter alguém que consiga agregar a “equipa” em torno da melhor performance possível é, finalmente, reconhecida através da figura do Director Desportivo.


Muito mais do que a figura de alguém com a exclusiva funçāo de negociar as contrataçōes, muitas vezes com associaçōes dúbias a agentes, jogadores ou treinadores, a reputaçāo do Director Desportivo moderno envolve uma equaçāo muito mais complexa. 

Desde conhecimentos (profundos) do Jogo e do Treino, de Scouting e Deteçāo de Talentos, de networking vasto e negociaçāo, mas, principalmente, pela noçāo exata do perfil que se procura e no cuidado Gestāo e reconhecimento da importância dada à qualidade dos Recursos Humanos.

Assumo, este é um campo que me fascina.

Partindo do entendimento que existe um espaço e tempo que tudo na vida acontença, unindo-se, de forma real e concreta, as 3 partes mais importantes de um Clube – Presidente da Direçāo, Director Desportivo e Treinador – é muito complicado que as coisas nāo resultem.

Aliás, acredito que os erros do passado estāo a ser alvo de observaçāo, análise e reflexāo por parte dos novos intervenientes do Jogo, nomeadamente dos atletas e dos treinadores. 

Os atletas têm uma comunicaçāo muito diferente hoje, uma forma de estar muito diferente dos atletas de há 15 anos atrás, para nāo falar de décadas atrás. 

Os treinadores parecem ter outra atençāo à gestāo da sua carreira.

Pelo menos, os que podem.

Veja-se Rúben Amorim, por exemplo. 

Podia ter saído entretanto, muito provavelmente para um Clube que lhe garantia um contrato muito superior ao que aufere. 

Mas nāo, preferiu manter-se num Clube onde se sente cómodo, com uma equipa onde sente (e demonstra) que consegue implementar um jogo completo, um estilo Futebol Total, de domínio quase total, pelo menos a nível doméstico.
E, acima de tudo, aguardar por algo grande

É, provavelmente, uma estratégia que lhe abre ainda mais horizontes, porque consolida (ainda mais) a imagem de desenvolvimento, domínio e adaptaçāo tāo importante nos treinadores.

Acima de tudo, a transferência de Hugo Viana para o Manchester City é algo muito importante para o Futebol pelo que o projeto Sporting demonstra ao Mundo do Futebol. 

Partindo do entendimento que existe um espaço e tempo que tudo na vida acontença, unindo-se, de forma real e concreta, as 3 partes mais importantes de um Clube – Presidente da Direçāo, Director Desportivo e Treinador – é muito complicado que as coisas nāo resultem.

Partindo desta base de entendimento, todos os Departamentos sāo desenvolvidos e crescem em consonância com a Visāo e Objetivos estabelecidos.

Aqui, entramos no campo das Estratégias e dos Planos de Açāo.

É aqui que o Diretor Desportivo entra, agora.

Esperemos para ver quais os desenvolvimentos desta transferência, nomeadamente nos outros Clubes, nos seus planos, na sua Visāo, nas Estratégias e nos Planos de Açāo.

Disclaimer: Jorge Mendes é intencionalmente excluído desta equaçāo pela sua natureza profissional ser feita fora do corporate world, entenda-se dos quadros dos Clubes profissionais. Apesar do seu trabalho ser reconhecido (e alvo de aprendizagem, certamente), nas suas capacidades de deteçāo de talento e negociaçāo, maioritariamente.

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