Hoje é um dia grande!
Um dia onde temos 2 jogos que poderiam, facilmente, ser a Final do Campeonato da Europa.

Mas nāo, ainda estamos nos Quartos-de-Final.

O que esperar destes jogos?

Um resumo ligeiramente mais alongado sobre as equipas e as minhas previsões.

Vamos a isso!

Espanha vs Alemanha

Um jogo que vai colocar em prova aquelas que sāo, para mim, as equipas que, daquelas com maiores argumentos ou teoricamente favoritas, têm correspondido às expectativas que a qualidade dos seus atletas obriga. 

Diria, inclusive, que estāo a surpreender alguns. 

Principalmente, a Espanha. 

Vamos ser sinceros, à partida para este Europeu, poucos apostariam que a Espanha tivesse, até agora, apresentado o melhor Futebol e fosse uma séria candidata a vencer a prova. 

Aquela equipa que todos preferiam evitar.

Seriam, certamente, muito poucos.

Porque é uma equipa algo jovem, pouco experiente enquanto equipa, logo pouco experiente nestas Competições.

E nāo adoro a totalidade da equipa, sinceramente,  e explico aqui as minhas reticências relativamente à seleçāo Espanhola:

  • Vamos começar a no Guarda-Redes, assumindo nāo ser um expert na posiçāo. Mas tendo a gostar de Guarda-Redes sóbrios, tranquilos e que transmitam essa tranquilidade aos restantes colegas. Unai Simon parece-me um Guarda-Redes excessivamente confiante, nomeadamente com a bola nos pés, algo que o torna menos previsível para os colegas, ou que transmite intranquilidade. No entanto, seria das poucas coisas que lhe colocaria como realmente impactante. Todos os outros defeitos que possa ter, acaba por colmatar com as boas características que apresenta, como a agilidade, posicionamento entre os postes.
  • Depois, falaria de Morata. Bom jogador, com uma carreira feita sempre em grandes Clubes, sem dúvida, mas apenas isso. Nāo é um super-jogador, nem nada parecido, para mim. Apesar de rápido e tecnicamente razoável, é um jogador algo previsível nas suas ações e, na melhor Época da sua carreira (curiosamente esta que agora terminou), fez 21 golos.
  • Por último, dos Defesas Centrais da Espanha – Le Normand e Laporte. Mas aqui com ressalvas, porque acredito que, mesmo como dupla, têm vindo a crescer bastante com a Competiçāo. 
  • Se Laporte já tem uma escola e experiência grande, nāo foi (como aliás têm demonstrado outros atletas de outras equipas) estar no Campeonato da Arábia Saudita, que o deixou menos habilitado apresentar-se muito bem fisicamente e com a qualidade ofensiva que lhe reconhecemos sempre. 
  • Relativamente a Le Normand, tem um perfil físico impressionante, rápido e eficaz, apesar de menos requintado tecnicamente. Mas nāo precisa, sinceramente.


De resto, a equipa da Espanha é realmente forte.

  • Carvajal foi, provavelmente, o melhor Defesa Direito na Europa no último ano;
  • Cucurella tem sido, até ao momento, o melhor Defesa Esquerdo do Europeu;
  • Rodri é, diria quase indiscutivelmente, o melhor jogador do Mundo na atualidade na sua posiçāo;
  • Pedri e Fabian Ruiz sāo 2 jogadores de elevado nível técnico e que têm capacidade de associar o jogo, último passe, chegar a zonas de finalizaçāo e remate.
  • Nico Williams e Yamine Lamal sāo brutais no drible e imprevisibilidade, devido à sua capacidade técnica. São eles que permitem desbloquear muitas situações frente a defesas mais compactas e recuadas, como tem sido a tentativa (pouco sucedida) de algumas seleções. Juntam a isso a velocidade, o que frente a seleções que tentem ter mais momentos de ataque – como se espera da Alemanha – pode ser fundamental, em situações de transiçāo. Recorde-se, aqui, o golo de Williams à Georgia.

Por todos estes motivos, a Espanha é uma candidata ao título, sem dúvida!

Do lado alemāo, nāo deixando de ser uma candidata inicialmente, tem sido outra agradável surpresa. Nomeadamente, se tivermos em conta os últimos jogos, seja na Fase de Qualificaçāo ou nos de Preparaçāo.

Tem, no entanto, como todas, elementos que geram maiores dúvidas. A saber:

  • A dupla de Centrais Tah e Rüdiger (titulares nos 3 jogos da Fase de Grupos) nāo me pareceu totalmente estável. No último jogo, entrou Schlotterbeck e as coisas pareceram correr melhor, numa exibiçāo sólida. No entanto, nāo sabemos quem jogará.
  • A dupla Andrich e Kroos tem sido capaz e eficiente, mas contra equipas que deram a iniciativa do jogo à Alemanha. Gündogan, no vértice superior e mais perto de Havertz terá, também, como funçāo retirar a Rodri a capacidade de disputar – de forma quase solitária em vários jogos – as segundas-bolas, tal como a sua influência no Ataque Posicional, mesmo nāo sendo esse o seu ponto-forte. Portanto, a dúvida relativamente ao meio-campo alemāo será: como será a sua capacidade e Organizaçāo Defensiva frente à Espanha?
  • Nas alas, Musiala tem estado a um nível soberbo, mas do outro lado nāo tem sido tāo constante. Ora Sané, ora Wirtz, tem alternado nas opções de Nagelsman e nāo têm sido brilhantes, apesar de toda a qualidade que se lhes reconhece. 
  • Na frente, Havertz nāo tem sido suficientemente agressivo no seu posicionamento na área. Ou seja, acrescenta e associa-se muito ao jogo da equipa, mas nos momentos de cruzamento ou combinações mais perto da área, parece surgir sempre mais fora da sua posiçāo natural, que se esperava em zonas de finalizaçāo sempre.

Sāo, portanto, mais dúvidas que surgem relativamente à Alemanha e à sua capacidade de manter uma performance elevada frente a uma Espanha que tem sido superior a todos.
No entanto, ambas terāo pela frente o opositor mais forte até ao momento.

E, se é válido que Andrich, Kroos e Gündogan podem sofrer nos momentos de Organizaçāo Defensiva, será igualmente desafiante para Rodri, Pedri e Ruiz.

Veremos!


Portugal vs França

Este será, infelizmente, um jogo mais aborrecido e amarrado.

Defrontam-se, aqui, as 2 equipas que julgo terem os melhores plantéis presentes neste Europeu. No entanto, nāo tem sido essa a realidade dentro de campo, por razões distintas.

Por um lado, a seleçāo francesa, comandada por Deschamps há muitos anos, nunca foi conhecida pela sua enorme capacidade ofensiva, grandes Princípios ou que seja. Pelo contrário, é uma equipa algo cínica, que alterna pouco nas opções e que, fruto da qualidade individual dos seus atletas, sempre foi resolvendo os jogos e jogando que o jogo pede

É, naturalmente, uma desilusāo, porque quando se olha para a qualidade presente, espera-se mais.

Deschamps irá, provavelmente, optar por um meio-campo musculado com Tchouaméni, Kanté e Camavinga para se superiorizar a Portugal e, de resto, nāo deverāo haver grandes novidades no 11 francês.

A única dúvida será na frente, se jogará Griezmann, Thuram e Mbappe, ou Dembelé entra no lugar de Thuram e Griezmann recua para uma posiçāo de 8/10.

Acredito mais na aposta no tal meio campo musculado, com Griezmann no centro e Mbappé e Dembelé a colocar a defesa portuguesa em sentido. 

De qualquer forma, a nāo inclusāo de Dembelé, poderá retirar uma arma fundamental no contra-ataque, deixando esse momento quase em exclusivo para Mbappé, que nāo sendo nada fácil de parar, torna, naturalmente, o momento mais previsível.

Na defesa, apesar de nāo encantar, é uma defesa super-poderosa fisicamente, rápida e capaz de travar qualquer contra-ataque. Tem, seguramente, mais limitações no Processo Ofensivo, e pode ser forçada a errar mais, se Portugal assim o proporcionar.

Do lado português, as coisas nāo têm corrido, naturalmente de feiçāo.
Até agora, apenas 1 jogo onde realmente a equipa foi mais dominadora e demonstrou a sua qualidade individual, frente à Turquia, mas de resto, muitas dificuldades frente a equipas que defenderam mais do que tentaram atacar e em bloco médio/baixo.

No entanto, tenho algumas dúvidas sobre qual a estratégia que Martinez irá escolher. 

Se, por um lado, manter o 11 significa que teremos 2 laterais com grande pendor e qualidade ofensiva, isso significa que iremos deixar, obrigatoriamente, a Defesa exposta a Rúben Dias, Pepe e Palhinha, quase em exclusivo. 

E isso, frente a Mbappé, Griezmann e Dembelé.

Será suficiente? Tenho dúvidas.

Mas, a verdade é que, alterar novamente o sistema para 3 centrais, pode nāo ser benéfico nesta fase.

No entanto, tanto Nuno Mendes como Cancelo demonstram muitos comportamentos defensivos errados e precisam de (muito) apoio, frente a adversários deste calibre.

Mais, esta alteraçāo provocará mudanças na frente, ou no meio-campo, onde teremos que estar realmente fortes e coesos frente a um conjunto muito forte fisicamente.

Mais, as sinergias entre Bruno-Bernardo-Leāo-Ronaldo ainda nāo estāo devidamente consolidadas. Este será um elemento a melhorar e, espero, que com 30 treinos, conforme disse Martinez, as melhoras sejam notórias, seja nos movimentos, combinações, ou posicionamentos em Zonas de Finalizaçāo.

Portanto, apesar destas (minhas) dúvidas, nāo julgo que Martinez fará qualquer alteraçāo.
De todo.

Portanto, veremos como se irá adaptar a seleçāo portuguesa ao adversário mais forte que enfrentou na Competiçāo.

Na certeza, ainda, que é frente a seleções que também atacam, que a qualidade dos jogadores portugueses vem ao de cima, através do seu conhecimento do jogo, dos espaços livres a explorar e, claro, da sua qualidade técnica.

E, também, das peças que os treinadores colocam em campo. 

Previsões?
Passam Espanha e Portugal para a Meia-Final.

Venham os Jogos!

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