A Alemanha, tal como a Suíça garantiram ontem o apuramento para os Quartos-de-Final do Europeu 2024. 

A jogar em casa, a Alemanha nāo se livrou de ser colocada em sentido algumas vezes, nomeadamente em Momentos de Transiçāo e nas bolas paradas (ou Esquemas Táticos, como livres, cantos, etc.). Já tinha alertado para os perigos da Dinamarca, mas o poderio alemāo foi superior, com momentos muito interessantes.
Existiram algumas novidades, como a inclusāo de Schlotterbeck e Raum, que permitiram uma melhor solidez defensiva, nomeadamente na dupla Rüdiger/Schlotterbeck. Mesmo assim, para mim, longe de considerar uma boa dupla. Rüdiger esteve muito bem, efusivo, rápido, muito eficaz e forte nos duelos e Schlotterbeck tem na velocidade e a vantagem do pé esquerdo armas que permitem dar um seguimento mais fluído do Jogo alemāo. Do meio-campo para a frente, Gündogan e Musiala foram bem geridos pela Dinamarca em quase todo o jogo e percebe-se, ainda, porque Havertz segue sendo a opçāo inicial, mesmo quando o avançado com melhor rendimento (ie. Golos) é Füllkrug. Havertz permite muita mobilidade, muitas opções de passe, com boa qualidade técnica e fluidez ao jogo.

Quem irá, agora, Nagelsmann escolher para jogar nos Quartos-de-Final?

Veremos!

Mas gosto particularmente de Nagelsmann. Para começar, é dos poucos Treinadores presentes, aquele que já tem (apesar de ser certamente dos mais novos) experiência de Clubes grandes, com pressāo e exigência de ganhar. Depois, segue a tendência desta nova geraçāo de Treinadores na Comunicaçāo, sempre claro, sem complexos. Gostei, ainda, quando colocou o 11 que julgava mais forte para defrontar a Suíça, mesmo sem precisar do Jogo para se apurar. Mas percebe que, nestes Torneios onde o tempo é escasso, é importante ganhar tempo em Competiçāo e criar rotinas entre atletas exige tempo. Principalmente, numa equipa que tem passado recentemente por tantos momentos de menor fulgor, de ter performances consistentes, equilibradas e bons resultados.

Gosto!

A Suíça, por seu lado, demonstrou capacidade para ser protagonista no Jogo frente à Itália. Igual a si mesma, capaz de ter bola e de estar confortável sem ela, a Suíça preferiu ser protagonista, nomeadamente no primeiro tempo e procurar o golo. Já a Itália, muito abaixo do que poderia ser expectável, mesmo para uma equipa com as limitações conhecidas. 

Além disso, o experiente Treinador italiano Luciano Spalletti reservou “algumas” surpresas, com a inclusāo de Mancini, Fagioli, Cristante e El Sharaawy. Nāo me parece surpresa que a equipa se tenha ressentido destas mudanças, principalmente se pensarmos que das 4 alterações, 3 sāo no corredor central e que, salvo erro, alguns ainda nem sequer se tinham estreado na Competiçāo… 

Sāo este tipo de decisões que acredito terem um grande impacto no percurso das equipas neste Europeus. Volto ao meu argumento da importância da Cultura nas equipas e da necessidade do tempo para essas rotinas serem atingidas nessa Cultura que se quer na equipa.

Agora, o que aí vem?

Vou ser conciso, prometo.

  • Inglaterra vs Eslováquia

Se existe equipa com potencial que ainda nāo convenceu, a Inglaterra estará no topo. É, na minha opiniāo, uma equipa desequilibrada em termos qualitativos. Tem, na realidade, atletas com muita qualidade nas posições ofensivas, mas mesmo nos Momentos Ofensivos, nāo tem conseguido criar as oportunidades que se pensavam que iriam surgir tal a qualidade individual dos seus atletas. Um pouco como no caso de Portugal, existem várias (e desnecessárias) adaptações, como Trippier a lateral esquerdo (nāo há mais laterais em Inglaterra para além de Shaw??), ter Rice “preso” a uma posiçāo de 6, ou Foden ou Bellingham colocados nos corredores laterais…

Veremos como se apresenta hoje a equipa Inglesa e, principalmente se a Eslováquia, à batuta de Lobotka, conseguirá aguentar o Jogo longe da sua baliza, jogar com o nervosismo inglês e aproveitar as oportunidades que terá, certamente.

De qualquer forma, a Inglaterra demonstra pouca solidez defensiva no corredor central, nomeadamente nos Defesas Centrais, e conta, ainda, com pouca ajuda do seu Guarda-Redes Pickford.

  • Espanha vs Georgia

Tal como tenho vindo a expressar por diversas vezes, a equipa espanhola é, para mim, aquela que tem demonstrado maior capacidade colectiva. 

Tem a Cultura, tem o Estilo de Jogo, tem experiência, tem irreverência, velocidade e juventude.

Nāo tem, no entanto, o melhor plantel. Isso nāo tem. 

Mas é aquela que, fruto da Cultura instalada, aquela em que os Momentos do Jogo estāo mais assimilados, facilitando (teoricamente) o entendimento colectivo dos posicionamentos necessários para retirar à Georgia o seu ponto-forte: as Transições Ofensivas.

Se conseguir, julgo que será um jogo com pouca história e a Espanha seguirá com toda a naturalidade rumo aos Quartos-de-Final.

Venham os Jogos!

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